é aqui que eu deixo fluir a imaginação

Isso não é uma carta suicida

30 de dezembro de 2014

Um suicídio digno começa no afogar-se em mágoas. A morte lenta da alma se deixa levar pelas lágrimas que dos olhos escorrem; é nesse momento, pois bem, que se afirma convicta a degeneração do amor próprio. Não se ama mais. Ama-se mais ao outro, mas tanto, que se esquece da vida. A vida, por sua vez, é sugada pela tristeza, que mal vai-se embora, e sim predominantemente fica, fica ali, enraizada na mente... Como uma árvore plantada, cujos últimos frutos podres se suicidam melancolicamente até o chão.

Mas isso não é uma carta suicida.

Isso é a declaração de alguém que já morre, aos poucos, de amores por você.

Viagem

20 de outubro de 2014

Não vou negar que meu maior medo é encher o oceano atlântico com minhas próprias lágrimas. É o secar da minha alma pelo calor do dia, o congelar de minha paixão pelo frio da noite. Não vou negar que temo que os fogos explodam-me o coração, ou que o beijo da meia noite dê adeus às minhas tão esperançosas esperanças. Não vou negar minha vontade de, à beira da praia, fazer-me sereia, com o rubi de Ariel pendendo-me da cabeça, a magia de Cinderela chamando-te até mim, o amor de Branca de Neve por ti fugindo aos limites. Não vou negar que não quero ser enterrada debaixo da areia; que não desejo nosso castelo sendo desmoronado com a próxima maré. Mas, caso o universo contra mim conspirar, pretendo confirmar seu despache, em um grande barco, pelas ondas do mar...

Ajeitada

1 de setembro de 2014

E se me pego desistindo da vida? Dessa, nunca. Pego-me desistindo de ser plenamente feliz da forma como um dia planejei. Contento-me com o meio termo ordinário, com a vida pacata que já me invento, e apenas oro para que não me perca dela jamais. Não nego mais sentimento, desejo ou qualquer combustível que me acenda o coração; só não luto mais em nome de nenhum desses fervores que antes me moviam. Persisto no cotidiano sorriso mal feito, mas que não é desfeito, e ignorando tudo o que trago no peito.

A frieza minha melhor amiga se torna; a insensibilidade, minha irmã; e minha cara metade inalterável se faz invisível, mascarada e então renegada por mim.

Talvez tudo só tenha de ser assim.

Inegavelmente ajeitado.

Fotografia

11 de agosto de 2014

Agradeço a você pelas memórias que penduro na parede. Caricaturo-lhe nelas perfeitamente, tal como o erro perfeito que ainda inocente cometi. A evolução de seus cabelos acompanhei com meus olhos dourados e, em sua mochila sempre igual, depositei-me as esperanças como uma louca apaixonada que nada esquece, nada acresce. Por um vislumbre eu o vi ali, tal como sempre, e soube que o adeus não nos separará jamais. Sempre terei você comigo, sua risada persistirá ternamente em meus ouvidos, seu sorriso se estampará pelas multidões que eu virei a ver e encontrar. A lembrança é minha, e dela não abro mão, embora me abdique do futuro em que nela vivo e por ela respiro. Não quero lhe ver mudar os lábios, o corte, o timbre, o caráter e nem a postura; não quero lhe ver as mudanças.

Quero lhe ver assim como vejo em mente, tão preso ao passado, tão parado no tempo quanto uma recordação frágil, amada e infinita...

Uma fotografia tirada ao acaso, cuja espontaneidade se sobressai entre as outras mil propositais.

Sintomas do fim

6 de agosto de 2014

Renego-te dentro de mim

Renego-me a ti

Renego-nos memórias gravadas

Amadas

Estampadas em 2018

Futuro este em que me pego pensando

Decorando

Babando de amores

Suspiros por ti

Mas te renego dentro de mim

Mas me renego a ti

E altero o dito lhe colocando o porém

Lhe alterando lhe promulgo

Mas só te renego até 2018

Pois dois mais um, três

Três mais oito, onze

E onze é a junção de um e um

Umeum

Ume

Une

Uni

E fim

Nada

30 de julho de 2014

Um passo vazio deu. Vazio pois não tinha propósitos, não tinha objetivos. Vazio porque fora dado em vão, como um grito no vácuo ou um aceno no escuro. Vazio tal como seu coração murcho e sem vida.

Gostava do vazio. Tinha gosto em chorar sob as águas corridas do chuveiro, que apagavam-lhe os vestígios e faziam-na, com a melancolia, lidar só. Tinha apreço pelas noites bem dormidas, pelas tardes sonolentas, pelas manhãs preguiçosas. Os sonhos lhe eram escapatórias. E assim continuava vazia, como um buraco sem fundo, ou uma vida sem nada.

Teria de resolver por si só; quem quer que chamasse, não atenderia. Não porque não era querida, não – eram seus pedidos de socorro, que em meio ao vazio de seu ser, não encontravam um alguém diferente de si para escutá-los... Eles batiam contra as paredes, ligeiros, e encontravam nada, e encontravam-na. No vazio seus gritos viravam ecos, e de ecos ela apenas conseguia ouvir, então, o próprio socorro.

Mas não era capaz de lhe fazer absolutamente nada.

Pois então, deu outro passo vazio...

Finalmente, enfim, o suspiro se põe fim

25 de julho de 2014

Sei que não te encontro mais em meus sonhos. Neles, vejo meu futuro traçado a caneta; um futuro que me redireciona para o lado oposto ao teu. Não me lembro mais, estranhamente, do teu nome ao escutar rotineiras generalizações. Não deliro mais em teu olhar ao resgatar-lhe o brilho de uma conversa. Não mais. Sinto como se um novo mundo nascesse diante de mim; um mundo sem teu sorriso.

Desconheço o motivo para que tanto te procuro. Por que desejo ver-te o nome sobressaído? Por que desejo sobressair-me ao teu ver? Por que ainda me apelo a ti, se não mais, contigo, importo-me?

Talvez essa seja a maior razão para minha convicção. Ainda me vou ao teu encontro em surto, que o sentimento não se esgotará mesmo sob completa insensibilidade. Esqueci-te, mas não te apaguei de mim. Não te verei partir tão cedo, e tão cedo espero por ver alguém aqui chegar. Cuide-se, de mim cuidarei e, cuidando-nos, despeço-me apenas do amor que um dia senti e que, agora, não passa de fidelidade à essência que firmou-me na mente.

Por fim, não te digo adeus. Digo até logo. Pois evitar é evitar o inevitável, e do contrário a certeza se fixa, inevitavelmente.

21 de junho de 2014

Do que adianta? Do que adianta ser o mais inteligente, se não se sabe ser feliz? Do que adianta ser o mais bonito, se não se vê beleza na vida? Do que adianta ser o mais engraçado, se não se tem graça em viver? Do que adianta mostrar se, na prática, não se aplica?

Nada. Nada tudo responde e, ao que parece, aqui aparece também. O vazio de ser o melhor é compensado com o que não se tem; o nada, faz-se tudo aceitar. Então enquanto não sei sorrir, rir e a beleza encontrar, permanecerei me preenchendo de arrependimentos. Pois arrependimentos, por instantes, são palpáveis; pena que, por eternidades, são só mal feitos cuspidos aos nossos pés.

Temo encontrar o meu tudo para o nada. Ele logo portanto ser-me-á tudo e, assim, tornar-se-á essencialmente tudo, ao passo que nada me preencherá o nada. Continuarei vazia de tudo e cheia de nada... tal como os melhores nunca – mas sempre – são.

Infinitamente cíclico

16 de maio de 2014

Certas coisas não mudam. O sol nasce todo dia pela manhã, vindo do leste, sobrevoando as montanhas e entrecortando os céus. Os pássaros põem-se a cantar a aurora do novo dia que então raia; as pessoas abrem seus olhos, prontas para o que vier, independentemente do humor que as assombram tão cedo. Se pensam que novas oportunidades nasceram junto ao sol, foram cantadas pelos pássaros ou projetadas perante seus olhares despertos, mal sei.

Mas certas coisas nunca mudam.

O sol sempre estará lá. Os pássaros sempre estarão lá. A esperança de uma nova chance sempre estará lá.

Sempre estaremos lá, tão íntegros quanto ontem, tão determinados quanto amanhã e tão propriamente nós quanto hoje o somos. São as circunstâncias que mudam, as essências, não. E tudo permanece o mesmo, embora as aparências nos preguem peças e nos impeçam de ver o que, verdadeiramente, faz-se um ciclo. E ciclos não tem início, nem meio, nem fim.

Será esse o segredo para o infinito? Se a vida se faz imutável, fá-lo-á também a morte? Seriam ambas iguais, moldadas nos mesmos preceitos, colocadas da mesma maneira?

Ou será que a única forma de romper o círculo é dar, enfim, um último suspiro...

Expiração

30 de abril de 2014

Fez-se esquecido. Morreu jogado aos ventos, tal como uma folha perdida entre as ondas do mar. Insignificante tornou-se em segundos significantes; a frieza lhe transformou a alma, a mente, o coração. E de tudo virou nada, como de sonho vira-se realidade. Assumiu-se temporal, e apenas sua lembrança, agora, eterniza-se. Eterniza-se sob a pele do defunto duro e frio do que já foi.

Vai-se notando que a premissa feita, aquela de que nada dura, perdura, contrapondo-lhe o fim. Ela é a única que nunca morrerá em mim – porque a vida não se faz de um suspiro, mas, sim, de vários.

Por isso é que, aqui, expiro-lhe, tanto quanto lhe expirara o tempo, como se já não o houvesse feito, por conta própria, um dia, você.

Tonteira

16 de abril de 2014

Confundo-me. Mal sei se é vontade ou objetivo; mal sei se me importo ou se me faço jus ao orgulho, que se feriu profundamente pelos ponteiros do relógio. Não me decido entre as possibilidades que o mundo me apresenta, uma vez que não compreendo o que realmente desejo. Apenas o fluxo sigo, e assim permaneço cegamente.

Sim, cegamente. Vejo o exterior, os rostos, os sorrisos, as lágrimas. Contemplo desde a alegria até a melancolia, como se estas pudessem se fundir em um sentimento ainda maior. E dali não passo; o interior, não vejo. Ele ainda me faz escurecido, tal como o breu do fundo de um buraco, no qual temo adentrar por desconhecer seu conteúdo.

E, por isso, continuo caminhando e não processando meus passos. Os dou simples, fazendo-lhes meu mantra, mas já sem entender mais porquê. Acredito em minhas ações, na veracidade delas, na pureza de suas intenções, não obstante não consiga dar-lhes uma explicação.

Contudo, embora pareça, não me supre. Não me supre o oculto. A caminhada pode durar, a cegueira também. Todavia, andar com vendas não é seguro... Quem sabe não me deparo com outro buraco, e nele acabo jogando-me desprevenida, ferindo-me a alma e, de quebra, o coração.

Em sinfonia

2 de abril de 2014

Inicia-se a canção. Ela é lenta, vagarosa, apaziguadora. Prendem-se os cabelos ralos; fecham-se os olhos estrelados; abre-se um sorriso. A melodia lhe perfura os ouvidos, trespassa-lhe os tímpanos. O coração lhe é acalmado e a mente, aberta, esvazia-se de impurezas. O torpor lhe é brando e, em cima deste, medita-se sobre tudo e nada simultaneamente. A música continua e, o frescor da paz, também.

As notas tornam-se curtas, rápidas, amargas. Seus pés as acompanham e também as batidas do coração. As pupilas dilatam-se – é a adrenalina que a consome; o fervor da canção que a contém e aquece suas veias. Tamborilam-se os dedos, as pernas bambas põem-se a dançar. Mal se sabe o porquê, mas o fazem. E a música continua e, a calidez da alma, também.

O último som é produzido e tudo se encerra repentinamente. Caem-se ao chão boca, ouvidos, olhos, pés e mãos. Não se move mais. Não se ouvem mais as pulsações crescentes do ritmo que se fazia no peito. O silêncio prolonga-se, alastra-se, mantém-se. E a música da quietude continua e, a morbidez, também.

Sem carona

1 de abril de 2014

Os passos se dão certeiros pelos trilhos da estrada de ferro. Não é sabido onde está o trem, não. Talvez ele vague por bem longe, onde as colinas não permitem avistar; ou, ainda mais talvez, ele mal se atrase para tomar-me de costas pelos pés. Mas não se deseja saber de sua localização; ela não importa, não aqui, não agora. O que importa são os sapatos desgastados que se põem a equilibrar pelas barras de ferro, frias, corridas, aplainadas.

Eles se fazem passos após anos engatinhando-se pelo metal novo e polido. Fazem-se passos que, por vezes, correm, saltitam, divertem-se. São passos teoricamente incansáveis, eternos. São passos que sempre devem continuar caminhando.

As paradas são poucas. Para-se apenas para tomar um ar, descansar – o trajeto é demasiadamente cansativo. Quando assim se faz, o dia escurece, a preguiça toma conta. Não obstante seja uma pausa, conhece-se que a demora a retomar a rotina não é benéfica. Caso fique por muito tempo, caso se estagne por tais bandas que lhe fazem bem às pernas, pode ser que perca a noção do tempo.

Quem sabe o trem não o alcança de vez...

Mas persiste. Nem sempre tem forças, mas, na maioria das vezes, acaba persistindo. E a caminhada continua, até que fica tão vaga, mas tão vaga, que encontra vagões que lhe tirem a dor de continuar caminhando.

Incêndio

29 de março de 2014

Não me é compreensível tamanho sufoco. Não sei o que me aflige, apenas conheço a sensação de ter meu interior se queimando, chamuscando, e gritando por lágrimas para seu fogo apagar. Faço-me bombeira, acalmo o incêndio que me corrói o coração, e me desidrato de vida. Por que recheio-me dessa mágoa cálida, mal sei. Procuro por uma luz, um fim, um descanso.

Procuro. Mas o labirinto me confunde seu término e ao princípio já não consigo mais retornar. Acredito em minha futura vitória, todavia, esgoto-me de esperanças por sua vinda rápida e oportuna. Desejo um sorriso. Um sorriso que me pegue a mão e, entre risos e olhares, drague-me em um dia de maré alta para dentro do mar. Um mar cujas águas cristalinas tomem o lugar que, agora, cabe às minhas lágrimas.

Onde mora esse sorriso? Ele demora tanto a vir que estou quase batendo em sua porta. Tocando a campainha, olhando fixamente para o chão, impaciente, esperando-lhe vir me atender. Será que ele vem? Espero que sim. O temor me impede de tentar. Mas tentar, irei, e, quando conseguir, afogar-me-ei em sua alegria, recusando-me o princípio e agarrando-me ao final. Incontrolavelmente.

Alarme matinal

27 de março de 2014

O tempo é engraçado. Engraçado tal como uma piada logo pela manhã, quando o sono é tão pesado que chega a comprometer toda a compreensão da graça. Mas chega um momento que o riso vem; e vem forte, com toda a sua potência, mas delicadeza. Vem a divertir-nos com seu perfume, sua alegria. Toma-nos um sorriso. O tempo é assim.

As brincadeiras de crianças se fazem ponteiros de um relógio. Dançam, pulam, correm pelos cantos. Parecem não parar mais, mas parecem demorar a ter fim, despreocupadas. E assim o tempo passa, zombando-nos a cara, fazendo-nos de palhaços, enchendo-nos de problemas e faltando com a esperança de que, um dia, eles terão fim.

Os presentes que ele nos trás são ainda mais belos. Incrementam-se à nossa alma, fazem-se parte de nós. São eles que, posteriormente, irão contribuir para que o riso e a graça nos atinjam de vez. São eles que farão as brincadeiras valerem a pena. São eles, no final das contas, que fazem de nós o que somos.

Portanto, sorria. Ria. Se engrace. Pois o que é sério o tempo não leva... ele é uma piada que, constantemente, deve ser contada aos que ainda não sabem a alegria de seu doce tique taque.

História de vida

8 de março de 2014

O papel foi posto à mesa. Procurou por um lápis, que estava a seu alcance. A ponta estava perfeita, afiada. Pousou-a sobre a superfície e parou. Não sabia para onde seguir. Não sabia o que desenhar. Pensou, imaginou, fantasiou. O que merecia sua atenção? O que gritava, mandava ser eternizado em seus traços?

Demorou muito, perdeu tempo, mas começou. Encontrou exatamente a ideia pela qual tanto procurava. Fê-la rápido, pois já a havia arquitetado toda em mente. O lápis dançou pelo espaço em branco e esboçou uma obra que tinha tudo para dar certo. Parecia incrível; seria incrível. E criou-se o rascunho perfeito.

Cansou-se um pouco. Repousou a mão, alongou os dedos. Inspirou e expirou. Tranquilizou-se. Observou o que já havia projetado. A preguiça, embora tenha lhe atingido, não a conteve. E apanhou o pincel – a segunda fase seria executada.

Suas habilidades já estavam mais apuradas pela prática anterior, o que tornou tudo mais fácil. O trabalho foi árduo, ardiloso, mas executado com louvor. Havia escolhido muito bem o que desejava desenhar, e não se arrependeu em momento algum. A fadiga foi crescendo, o desempenho foi sendo prejudicado, contudo, a desistência não a conhecia. E persistiu, persistiu, persistiu, até que o último toque foi dado. Pôs-se fim ao trabalho.

Enfim parou. Fitou a obra; tudo que restava era admirá-la, prestigiando as horas de esforço que lhe foram tomadas. Não se arrependeu. Fez o que quis, aproveitou o máximo de si, e concluiu da maneira como pôde. Imperfeições podiam ser apontadas, todavia, eram estas que tornavam a arte ainda mais única e humana. Sorriu e, sorrindo, apanhou seu quadro. Emoldurou-o; pendurou-o na parede; fitou-o pela última vez. E, com um último suspiro, tornou-se de costas e o deixou ser esquecido, levado pelo tempo, mas eternamente memorado nas entranhas de seu museu.

E, a quem quiser admirá-lo, que o procure pelo nome, tal como pelo epitáfio, "levou a vida ao infinito e, nos céus, ainda vaga procurando pelo seu inexistente limite".

Promessa de ano novo

1 de janeiro de 2014

Quero escrever. Desta vez não para passar o tempo, enquanto ocupo-me com o fugir de meus olhos ao vislumbre da minha triste imaginação. Não. Desta vez é para colocar o pé direito de uma vez neste ano novo que, para mim, tem de tudo para ser belo. Um ano em que matarei todos os fantasmas que me assombram e perseguirei os castelos, as princesas e os príncipes. Viverei meu adorado conto de fadas e não me preocuparei com mais problema algum. Que amores fiquem para trás, experiências me tragam para a frente e os pés no chão não me impeçam, uma vez ou outra, de voar. Que eu pense menos, escreva mais, aja mais, produza mais. Que eu extravase, e não me prenda. Que eu viva, e não fantasie. Que eu seja, pois tudo o que sou ainda não é o máximo que posso ser. E que eu ande nos limites, aproveitando o máximo do que o infinito pode me oferecer.

Amém.

você está em

2014

isso não é uma carta suicida 30/12

viagem 20/10

ajeitada 01/09

fotografia 11/08

sintomas do fim 06/08

nada 30/07

finalmente, enfim, o suspiro se põe fim 25/07

21/06

infinitamente cíclico 16/05

expiração 30/04

tonteira 16/04

em sinfonia 02/04

sem carona 01/04

incêndio 29/03

alarme matinal 27/03

história de vida 08/03

promessa de ano novo 01/01

por Malu Cotta, no fabuloso ano de 2016

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